Diversos estudos mostram que a participação dos pais na terapia das crianças é fundamental para que a evolução dela aconteça de forma mais efetiva e rápida, além disso, é muito importante que os pais observem a criança para poder informar o terapeuta sobre determinados comportamentos do dia-a-dia que não podem ser observados durante as consultas.

Com a rotina dos pais cada vez mais agitada, esse envolvimento tem se tornado um desafio cada vez maior para os profissionais, exigindo cada vez mais criatividade e flexibilidade para que essa participação dos pais na terapia seja constante e ativa.

Felizmente, existem algumas maneiras de melhorar essa participação e planejar a terapia de uma maneira que ela aconteça mais naturalmente e reunimos algumas dessas dicas para você!

 

Eduque os pais sobre a terapia

O primeiro passo importante é ensinar sobre a importância da participação dos pais na terapia. Eles nem sempre entendem, pensam que a terapia é um processo apenas entre a criança e o profissional, e, claramente, esse não é o caso.

Se o terapeuta passa 30 ou 45 minutos por semana com a criança, os pais estão com ela o restante do tempo, então é importante que qualquer atividade que esteja sendo feita na terapia continue sendo realizada em casa.

É importante ensinar os pais sobre as técnicas e estratégias trabalhadas na terapia e ajudar eles a entenderem de onde ou porque determinados comportamentos da criança estão acontecendo.

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Conteúdos Relevantes

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Empodere e transforme os pais em parceiros

É essencial deixar claro para os pais que nem sempre eles vão conseguir controlar o comportamento das crianças, mas eles podem sempre controlar a própria reação. Sempre pergunte para eles como responderiam a determinado comportamento da criança, seja ansiedade, problemas de comportamento, impulsividade ou qualquer outra dificuldade que a criança esteja tendo.

Muitas vezes, isso ajuda a entender melhor a relação dos pais com a criança e, com algumas dicas sobre como lidar com esses comportamentos, você pode notar uma mudança grande.

Além disso, especialmente nas primeiras sessões, faça perguntas sobre o dia-a-dia da criança e explique para os pais sobre como determinados comportamentos podem indicar a evolução ou algum problema, assim eles provavelmente prestarão mais atenção em todas as atitudes da criança e poderão enriquecer a terapia.

 

Estruture as sessões de terapia

Reserve um tempo da sua sessão para falar apenas com os pais. Se ela tiver 45 minutos, reserve pelo menos 15 para isso. Fazer isso realmente incorpora os pais no processo, é indispensável.

Faça com que saibam que os profissionais gostam do envolvimento deles e isso é extremamente fundamental para o processo. Diga que se eles quiserem ver alguma mudança, precisam participar ativamente das atividades, além de irem em todas as sessões para terem esses 15 minutos de conversa com o terapeuta.

 

Seja flexível

Quando as crianças tem por volta dos seus 3 ou 4 anos, é mais natural que os pais participem mais ativamente durante as sessões, mas conforme elas vão crescendo, às vezes algumas delas podem se sentir um pouco desconfortáveis com os pais presentes durante a sessão.

Há também alguns casos em que os pais realmente não podem participar de todas as sessões semanalmente por conta de algum compromisso ou impedimento.

O ideal nessas situações é flexibilizar essa conversa semanal com os pais e tentar fazê-la de outras maneiras, como telefonando, por exemplo. Só não deixe de fazer!

 

Definir expectativas

É imprescindível. Diversos profissionais iniciam o relacionamento terapêutico com a família supondo que eles trabalharão individualmente com a criança e, em seguida, encontram muita dificuldade, pois a família não dedica o tempo necessário. É difícil voltar atrás e consertar isso, porque a estrutura da terapia já foi configurada desse jeito.

Então o ideal é sempre conversar com os pais sobre o formato das sessões(dizendo que toda semana vocês irão conversar no final) e se certificar de que eles estarão disponíveis, além de falar sobre a importância dessa participação, assim você pode planejar melhor a evolução da criança e o tratamento em si será melhor e mais eficaz para todos.