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Sobre Nathalia de Andrade

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Metodologia STEAM: Revolucionando a Sala de Aula

Usar a educação STEAM resulta em alunos que tomam riscos planejados, engajam no aprendizado por experiências, persistem na solução de problemas, abraçam a colaboração e trabalham através de processos criativos. Esses são os inovadores, educadores, líderes e alunos do século 21!

 

O que significa STEAM?

STEAM é um termo que começou a ser desenvolvido e utilizado por educadores e outros profissionais da área em 2013. É uma sigla que incorpora a filosofia da educação através dos conceitos da ciência (Science), tecnologia, engenharia, artes e matemática, integrando duas ou mais áreas para as atividades, com intuito de desenvolver nos alunos o pensamento crítico, diálogo e investigação de hipóteses.

Ensinar habilidades e temas de uma maneira divertida e que a criança consiga aplicar à vida real são as principais premissas dessa metodologia, que busca incentivar o pensamento criativo para diversas situações.

Não é necessariamente inserir robótica, modelagem 3D ou programação (embora essas atividades também possam ser exploradas muito bem), e sim atividades simples que possam ser feitas em casa ou na escola, independentemente do nível social.

 

Porque a Educação STEAM é Tão Importante?

Por muito tempo na educação, os profissionais tem trabalhado com uma ideia de que a educação só precisa garantir um bom emprego para os alunos no futuro. Mas realmente é isso que eles precisam?

Estamos em um ponto em que não é apenas possível, mas necessário que haja uma maior preocupação em tornar os ambientes de aprendizado mais fluidos, dinâmicos e relevantes. Nosso mundo é um lindo, complexo e intrigante universo de aprendizado por si só. Então por que acreditamos que temos a habilidade ou direito de “encaixotar” o mundo atrás de paredes de cimento em um lugar chamado escola?

A integração de conceitos, tópicos, padrões e avaliações é uma maneira poderosa de interromper o ensino enrijecido que temos hoje e ajudar a mudar as escolas. Isso começa quando abrimos as portas da escola para o mundo real e aplicamos essas mesmas práticas em nossos ciclos de professores e aprendizado, para que então finalmente seja possível remover as paredes de cimento e chegar ao coração do aprendizado.

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O Processo STEAM

Existem 6 passos para criar uma sala de aula STEAM, não importa a idade das crianças. Em cada um dos passos, o trabalho é feito através de padrões de conteúdo e conceitos para solucionar um problema central ou uma questão essencial.

A melhor parte desse processo, é que ele pode ser utilizado facilmente tanto para ajudar no planejamento das atividades, quanto para facilitar o real processo de aprendizado dos alunos.

  1. Foco

Primeiramente, selecione uma questão essencial para responder ou um problema para resolver. É importante ter um foco claro em como essa questão ou problema se relaciona aos conceitos de STEAM que você escolheu e deixá-los claros para os alunos.

  1. Detalhamento

Durante essa etapa, procure por elementos que contribuem para o problema ou questão. Quando você observa as correlações com outros conceitos ou por que o problema existe, você começa a perceber uma grande quantidade de informações, habilidades e processos importantes que os alunos já possuem para resolver a questão.

  1. Descoberta

Descoberta é totalmente relacionado a pesquisas ativas. Nessa etapa, os alunos estão pesquisando as soluções disponíveis, assim como as que não funcionam, baseados nas soluções que já existem. Como professor, é possível utilizar esse estágio para não só analisar os problemas que os alunos podem tem em alguma habilidade ou processo, mas também para ensinar essas habilidades e processos claramente.

  1. Aplicação

Aqui que a diversão acontece! Depois que os estudantes tiverem mergulhado de cabeça no problema ou questão e tiverem analisado as possíveis soluções e o que ainda precisa ser feito, eles podem começar a criar suas próprias soluções para o problema. Nessa hora, eles pegam todas as habilidades, processos e conhecimento que foram ensinados na fase de descoberta e colocam em prática.

  1. Apresentação

Assim que os alunos tiverem desenvolvido suas soluções, é hora de compartilhar. A apresentação é importante para que os alunos recebam um feedback do trabalho e também é uma forma de eles expressarem sua própria perspectiva do problema ou questão que lhes foi dada. Além disso, também é importante pois ensina os alunos a receber e dar críticas construtivas.

  1. Reflexão

Esse passo fecha o ciclo. Os alunos tem uma chance de refletir sobre o feedback recebido e os próprios processos e habilidades, para que assim eles sejam capazes de revisar o próprio trabalho quando precisarem e produzirem uma solução ainda melhor.

 

Lista de Objetivos STEAM

Quando se trata de usar o STEAM na sala de aula, como saber o que procurar nos resultados para os alunos, professores e atividades? Uma coisa é planejar uma atividade, mas é ver o STEAM na pratica é uma coisa totalmente diferente.

O momento da prática é uma das coisas mais animadoras de usar essa metodologia. Durante as lições, os estudantes engajam em níveis diferentes e algumas vezes produzem um trabalho muito mais detalhado e bem feito. Mas em uma sala de aula tão ativa, é fácil confundir atividades com aprendizado real.

A melhor maneira de garantir que as atividades são autênticas do processo STEAM, é com uma lista de objetivos (ou “look-for list”). Elas são essenciais e ajudam muito na hora de avaliar se você está vendo ou implementando corretamente a integração dos conceitos, para uma aula de qualidade.

Funciona como uma espécie de “check list”, onde são listados os resultados esperados, podendo ser utilizada por vários motivos diferentes: para professores, é uma maneira de aprimorar o desenvolvimento e a implementação das atividades STEAM; para coordenadores, serve como uma lista de verificação para avaliar a prática das atividades enquanto observa os alunos; ou use apenas como uma maneira de se certificar que a sua escola está no caminho certo.

Não importa o que aconteça, esses 6 objetivos básicos abaixo ajudarão a levar seus alunos ao próximo nível:

Conexões Intencionais

As atividades com maior qualidade para a abordagem STEAM são as que conectam intencionalmente 2 conceitos alinhados. O ideal é ter a certeza de selecionar propositalmente conceitos, áreas de conteúdo e tópicos que fazem sentido juntos. A maneira mais fácil de fazer isso, é buscar entre os conceitos, “verbos” que se alinhem.

Por exemplo, se o conceito de ciência pede que os alunos “demonstrem” algo e o conceito de arte pede que eles “apliquem” suas habilidades, isso pode ser um indicador de um possível alinhamento. Não é uma regra rígida, mas definitivamente ajuda a eliminar conceitos que não funcionam juntos e nos deixam com as melhores opções disponíveis.

Baseado em Investigações

Qualquer boa atividade STEAM é fundada na investigação, solução de problemas e processo de aprendizagem, então é necessário prestar atenção à questão essencial e o processo que cerca a exploração.

Quais problemas estão sendo investigados e resolvidos? Como os conceitos estão sendo usados para explorar o problema? Por que o processo é importante para a questão posta? Esses são todos componentes importantes!

Integridade

Sempre que uma atividade STEAM é usada, é necessário que o conteúdo e os conceitos sejam ensinados com integridade e não à serviço de outro conteúdo. Isso não é negociável.

Muitas vezes, vemos atividades onde os alunos criam uma arte e no final da aula, os professores chama de STEAM. Coisas como criar uma caixa de sombra sobre os planetas para a aula de ciências ou pintar um carrinho de madeira.

Simplesmente adicionar pintura, fitas e cola não faz a atividade virar STEAM. Ao invés disso, as lições devem ensinar ativamente o padrão artístico através da aplicação de habilidades que os alunos aprenderam durante as aulas de artes.

Habilidades do Século 21

Os 4Cs das habilidades do século 21 – Colaboração, Criatividade, pensamento Crítico e Comunicação – não vão mudar. Eles são componentes essenciais para o sucesso dos alunos na sociedade e no mercado de trabalham, que mudam rapidamente.

Felizmente, essas habilidades são facilmente integradas em qualquer atividade STEAM de qualidade. É onde a participação ativa em grupo de alunos realmente começa a brilhar, criando soluções originais e explorando as questões de múltiplas perspectivas.

Fazer Sentido

Fazer sentido é essencial, esse objetivo envolve toda a atividade como um casaco quente. Criar conexões com carreiras e aplicações no mundo real é uma maneira dos estudantes entenderem que o que eles estão trabalhando na sala de aula é importante. Não é apenas “brincar” – o que estão aprendendo, criando e aplicando possui reais possibilidades e oportunidades.

Avaliação Justa

Finalmente, uma real atividade STEAM requer a avaliação dos conceitos e conteúdos que foram ensinados. Como todo bom professor sabe: se você ensina, você avalia!

Avaliações devem ser uma medição do crescimento e não um julgamento de domínio de determinada habilidade. Então o ideal é procurar pela evolução dos alunos em todas os conceitos trabalhados na atividade.

 

Conclusão

STEAM não é sobre o que, onde ou quando – é sobre porquê e como! É um processo de aplicação, que permite aos alunos criar sentido para si mesmos e os outros.

Se você pensa em reconfigurar alguma coisa, devem ser as intenções pelas quais ensinamos e como podemos dedicar mais tempo para aplicação, criação e avaliação. Isso pode acontecer com qualquer adulto, para qualquer criança.

Aplicar essa metodologia de ensino certamente não é uma tarefa fácil, mas pode trazer benefícios enormes para os estudantes e a comunidade escolar inteira. Os professores e alunos criam uma maior conexão na vida real, o que torna a escola não mais um lugar onde você vai estudar, mas sim uma experiência completa de aprendizado. Estamos sempre aprendendo, sempre crescendo, sempre experimentando.

A escola não precisa ser um lugar, mas sim um estado de espirito que usa a ciência, tecnologia, engenharia, artes e matemática como uma alavanca para o crescimento explosivo, conexões sócio emocionais e a base para os inovadores de amanhã… hoje!

 

 

Traduzido e editado

Fonte – Education Closet

Créditos de imagem – RawPixel

Educação Especial à Distância: Novas Estratégias

Na educação especial, professores dizem que rotinas, suporte e colaboração próxima das famílias podem ajudar na transição para o ensino à distância durante a quarentena.

Por todo o país, escolas infantis estão tentando se adaptar ao fechamento abrupto durante o coronavírus. Mas enquanto todos os professores estão tendo dificuldades com o novo normal, os professores de educação especial, em particular, estão enfrentando desafios incomparáveis na transição do ensino para dentro de casa, adaptado às necessidades de cada aluno.

Quando se fala em “educação especial”, se refere à uma série de idades, interesses, habilidades e dificuldades, as quais são individuais para cada criança que necessita desse tipo de educação e é justamente isso que ecoa na cabeça dos professores: como eles podem dar suporte suficiente para cada um dos estudante, que tem necessidades diferentes para aprender?

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Diferente de produzir um plano online para a classe toda, os professores de educação especial agora têm a tarefa de, à distância, desenvolver planos exclusivos para cada aluno que se alinhem com a grade curricular. Um grande obstáculo, dizem os professores, é determinar se a aprendizagem e os serviços que os alunos estão acostumados a receber na escola podem ser oferecidos em ambiente doméstico ou por meio de recursos digitais. Os professores no geral também questionam o quanto os pais e/ou responsáveis serão capazes de ajudar, já que estudantes com necessidades especiais geralmente precisam de uma mentoria especializada e atividades sensoriais para manter eles engajados. Mas, embora a nova realidade seja uma mudança repentina e, de certa forma ruim, os pedagogos de educação especial já têm algumas ideias sobre como tirar o melhor proveito dela. 

 

PLANEJANDO O ENSINO EM CASA 

Como é em casa?
As ligações para as famílias desde o início podem dar aos professores uma noção da configuração doméstica de cada aluno, perguntando coisas como:

  • Os pais ficarão em casa o dia todo?
  • Estarão trabalhando durante esse tempo em casa?
  • Há internet disponível?
  • Quais aparelhos eletrônicos a criança tem acesso?
  • Há algum espaço na casa para realizar atividades motoras ou sensoriais?

Os professores podem ajudar os pais a mapear planos individualizados utilizando os recursos disponíveis.

 

Recalibrar metas e objetivos

Depois de entender a circunstância de cada aluno, é indicado que os professores avaliem quais metas do plano curricular são possíveis de serem atingidas no novo ambiente, e então, trabalhar com as famílias para dividir essas metas em períodos, para melhor gerenciamento.

 

Envolva-se proativamente (mas seja flexível)

Os pais vão continuamente precisar de ajuda, então o ideal é conversar regularmente com as famílias, seja por telefone, vídeo conferencia ou e-mail, para que elas se sintam apoiadas.

Tente ser mais flexível com as horas de trabalho nesse período e torne-se disponível através de diferentes modos de comunicação para se ajustar às diferentes circunstâncias familiares. Muitos alunos têm pais trabalhando e que não estão em casa com eles, por isso fica mais difícil concluir as tarefas.

 

METAS E EDUCAÇÃO DOS ALUNOS

A suspensão de uma rotina regular pode ser especialmente perturbadora para alunos com necessidades especiais, afirmou nosso público-alvo – portanto, professores e famílias devem trabalhar juntos para criar atividades de aprendizado em casa que se assemelhem ao dia escolar.

Enfatizar a Estrutura

A maioria dos estudantes especiais se dão melhor com uma estrutura e rotina. Eles também se beneficiam em ter professores disponíveis para instrução, esclarecimento e foco constantes. Ficando em casa, mesmo com o mesmo volume de lições da escola, o foco tende a diminuir e pode levar a um esforço de trabalho inconsistente. Os profissionais recomendam criar uma lista de atividades diárias – dividas em pequenas “sessões” com diversas pausas – que, se possível, siga uma rotina parecida com a que as crianças tinham na escola. Pelo fato de muitos estudantes com necessidades especiais respondem bem a dicas visuais, quadro de horários (físico ou digital) com imagens de atividades que digam à criança o que ela deve fazer.

Temos um quadro de rotinas perfeito para você baixar gratuitamente, só clicar aqui!

Se a criança estuda em uma escola com modelo de salas ambiente, procure fazer cada uma das atividades em um lugar ou cômodo diferente da casa, já que elas estão acostumadas a trocar de sala de acordo como tema de aprendizado.

 

Comunique-se Claramente com os Pais ou Responsáveis

Os especialistas aconselham a criação e vídeos e materiais escritos para os pais ou responsáveis, a fim de ensinar eles como preparar e ajudar as crianças em diversas atividades. Os professores também podem pensar em maneiras de utilizar objetos do dia-a-dia para ensinar habilidades, como salgadinhos, palitos de dente ou moedas, os quais podem ser utilizados para trabalhar conceitos de matemática. Ainda assim, pais e professores não devem achar que tudo na escola pode ou deve ser replicado. Não há nenhum pai perfeito que consiga criar uma “experiência completa de escola” dentro de casa, ainda mais para uma educação especial à distância, justamente por conta das limitações de recursos e tempo. Não há problema em não substituir a escola e, certamente, não há problema em não planejar todas as atividades minunciosamente.

 

Satisfazer as Necessidades Sensoriais e de Movimento

Alunos com necessidades especiais podem precisar de modificações e apoios sensoriais adicionais para ajudá-los a aprender e crescer. Os pais podem utilizar objetos simples como massinha de modelar colorida e plástico bolha ou até mesmo jogos de raciocínio como Jenga, no caso de a criança precisar gastar energia.

Escrever ou desenhar com creme de barbear pode aliviar a tensão enquanto melhora o desenvolvimento da linguagem. Até mesmo abraçar, respirar fundo ou deixar a criança correr pelo quintal podem ajudar.

 

Resumindo, mantenha sua cabeça equilibrada e faça o melhor que for possível dentro das circunstâncias desafiadoras atuais e, principalmente, não se preocupe ou se julgue, pois tudo vai passar!

 

 

Traduzido e editado.

Fonte – Edutopia

Créditos de imagem – Freepik

Repercussões da Pandemia de COVID-19 nas Crianças

A criança é um ser que filtra as informações de seu contexto, construindo sua trajetória psicológica na interação com ambientes físicos e sociais. Assim, em um meio de tensão, como da pandemia de COVID-19, é esperado que as crianças estejam sensíveis, com comportamentos diferentes dos habituais e faça muitas perguntas, pois sua tranquilidade para pensar, realizar tarefas e lidar com sentimentos está modificada.

É com essa preocupação que o comitê científico do Núcleo da Ciência Pela Infância produziu recentemente um estudo que aborda os efeitos da pandemia do COVID-19 sobre as crianças e o desenvolvimento infantil.

Separamos as principais questões que envolvem diretamente as crianças para ajudar todos os envolvidos no desenvolvimento dos pequenos a lidar melhor com tudo isso, seja com seus filhos em casa, pacientes infantis ou alunos.

Para uma criança pequena, é muito mais difícil entender a emergência vivida em uma pandemia. Ela ainda não tem os recursos cognitivos necessários para compreender algo tão abstrato como o coronavírus. Ainda nos estágios iniciais do desenvolvimento da afetividade e da inteligência, elas se guiam pelas experiências, pelo que podem ver, ouvir, tocar, cheirar, imaginar, imitar, dizer, brincar. Muito mais do que atentar para os conceitos que explicam a situação excepcional, elas se guiam pela observação de seus pais ou familiares. Como eles interagem entre si e com elas? Estão próximos e carinhosos? Estão juntos, mas “distantes”, ansiosos, sem tempo para ficar com elas?

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Esse tipo de comportamento dos pais é muito particular de cada caso. O mesmo estímulo ou ambiente não provoca necessariamente as mesmas reações em diferentes crianças ou até em diferentes momentos de uma mesma criança. Ou seja: a resposta da criança a um estímulo do ambiente depende, em alto grau, de sua condição cognitiva e emocional; e esta condição tem a ver com os adultos que a cercam.

O stress surge da relação entre uma situação desconfortável e os recursos disponíveis da pessoa para lidar com ela, coisas que são muito difíceis para uma criança pequena, sobretudo se os seus pais não puderem ajudá-la.

Sem entender  direito a situação e como lidar com ela, reagindo principalmente às mudanças que percebem no comportamento dos familiares e em sua rotina de vida, é natural que os pequenas passem a dormir mal, não comer, chorar, morder, demonstrar apatia ou distanciamento: são formas que elas tem de lidar com a situação adversa. Porém, são formas ineficientes, que prejudicam seus processos de aprendizagem, desenvolvimento e convivência.

As situações de incerteza e de perdas causadas pela pandemia do COVID-19 podem provocar nas crianças sentimentos de raiva, medo da doença e ansiedade pela perda do vínculo com pessoas, seja por distanciamento, adoecimento ou morte. Essas reações tendem a ser ainda mais intensas pelo fato de as mudanças causadas pela COVID-19 terem acontecido muito de repente e afetarem completamente o nosso dia a dia, o que prejudica a função reflexiva, que é a capacidade de compreender as atitudes dos outros e agir de maneira adequada.

Um exemplo é o eventual aumento de respostas agressivas por parte da criança. É uma reação esperada quando o período de stress se prolonga e atinge um “nível tóxico”. Nesse caso, os neurônios que controlam as respostas de medo ficam mais ativos nas crianças, fazendo com o que o cérebro delas interprete mais situações como ameaçadoras e reaja de acordo. Compreender essas reações e emoções é fundamental para ajudar a criança a desenvolver a autopercepção, ajudá-la a criar regras de interpretação de suas experiências e mecanismos para regular suas emoções adequadamente. Esse momento da pandemia é, portanto, uma oportunidade de estimular as crianças a refletir sobre o que ela está sentindo e como ela está reagindo a diferentes situações.

Um estudo preliminar realizado na província chinesa de Shaanxi, por exemplo, avaliou na segunda semana de fevereiro de 2020, os efeitos imediatos da pandemia da COVID-19 no desenvolvimento psicológico de 320 crianças e adolescentes de ambos os sexos de 3 a 18 anos de idade. Os resultados mostraram que os problemas emocionais e comportamentais mais prevalentes foram distração, irritabilidade, medo de fazer perguntas sobre a epidemia e querer “ficar agarrados” aos familiares. Além disso, foram verificados casos de insônia, pesadelos, falta de apetite, desconforto físico e agitação. As crianças na faixa etária mais jovem (3 a 6 anos) manifestaram mais o sintoma de querer ficar “grudadas” nos pais e temer que membros da família fossem contaminados. As crianças mais velhas, por sua vez, manifestaram mais desatenção e dúvidas.

Deve-se também destacar que este contexto de stress altera profundamente as atividades físicas e o sono, que são essenciais para o desenvolvimento infantil saudável. Há inúmeras evidências da profunda influência desses fatores sobre a plasticidade cerebral (capacidade de constante remodelação do cérebro, influenciada pela experiência e que se estende ao longo da vida) e, consequentemente, o desenvolvimento cognitivo e emocional. Neste momento em que vivemos uma total modificação de nossas rotinas, torna-se um desafio a manutenção adequada dessas atividades para que se possa preservar uma vida saudável.

Quando a origem do stress é a percepção de um evento ameaçador, estudos apontam que o modelo para lidar com ele (coping) envolve o atendimento a três necessidades psicológicas universais, que valem tanto para o adulto quanto para a criança:

  1. Relacionamento ou senso de pertencimento – trata-se de sentir-se aceito e compreendido pelos outros, ter relações próximas estáveis, seguras e duradouras;
  2. Competência – a sensação de manter o controle da situação de forma eficaz para gerenciar desafios e cumprir metas e objetivos;
  3. Autonomia – ter a chance de agir e acreditar em sua capacidade de realizar tarefas ou tomar decisões, assumindo as consequências do seu próprio comportamento.

Portanto, mesmo em um cenário de stress, repleto de restrições, é necessário que se mantenham relacionamentos, ainda que virtuais, assegurando o pertencimento a grupos, a manutenção do senso de competência e o exercício de autonomia e tomadas de decisão.

 

Seguem-se, então, algumas recomendações para lidar com as crianças:

  • Procurar entender suas reações de birra, manha, carência ou outras como respostas a uma situação tensa, e não como desafio ao adulto; ajudá-la a perceber essa relação e tranquilizá-la.
  • Estimular a realização de atividades físicas (as possíveis no espaço do confinamento), de preferência em horários determinados
  • Manter os horários de sono da criança de forma parecida com a de sua rotina normal
  • Dedicar tempo para fortalecer os laços do grupo familiar, com brincadeiras e atividades que reforcem a união
  • Possibilitar a manutenção dos laços de amizade da criança, ainda que de forma virtual
  • Delegar tarefas dentro de casa, na medida das possibilidades da criança
  • Elogiar a criança por atos bem feitos (desde manter o silêncio quando lhe foi pedido, até brincar ou comunicar-se corretamente), aceitar os eventuais recuos em etapas que já haviam sido superadas (como chupar dedo ou fazer manha) como sinais de insegurança que devem ser tratados com carinho, não broncas.

 

Para encorajar ainda mais os pequenos, que tal entregar à eles um Diploma de Herói da Quarentena? Uma forma simples de agradecer e incentivar o bom comportamento das crianças.

   

Para fazer o download do arquivo, clique aqui.

 

 

 

 

 

Texto editado

Fonte – NCPI, “Repercussões da Pandemia de COVID-19 no Desenvolvimento Infantil”

Créditos de imagem – Freepik –  prostooleh

Apraxia de Fala na Infância: Entenda como ajudar

A Associação Americana de Fonoaudiologia recomenda o termo Apraxia de Fala na Infância para o “Distúrbio neurológico motor da fala na infância, resultante de um déficit na consistência e precisão dos movimentos necessários à fala, na ausência de déficits neuromusculares (por exemplo, reflexos anormais, tônus alterado).”

Ela pode ocorrer como resultado de um impedimento neurológico de origem desconhecida, associada à desordens complexas do neurodesenvolvimento.

Basicamente, na apraxia ocorre um deficit no planejamento e/ou programação dos parâmetros de espaço-tempo das sequencias de movimentos e que resultam em dificuldades e erros na produção da fala.

 

Quem pode diagnosticar apraxia de fala na infância?

Procure um fonoaudiólogo que tenha experiencia com crianças, que trabalhe com desenvolvimento de fala e de linguagem, e que seja capacitado para um diagnóstico e elaboração de um plano de intervenção adequado.

Considere a necessidade de acompanhamentos complementares como terapeutas ocupacionais, psicomotricistas, fisioterapeutas, psicólogos, entre outros.

Algumas crianças precisão apenas do atendimento fonoaudiológico e outras precisarão também de outras terapias.

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A Apraxia de Fala pode  co-ocorrer com outras condições?

Sim, a apraxia pode ser “pura” quando é específica e não está associada a uma outra condição, mas ela pode ocorrer em conjunto com outras condições, tais como: Transtorno do Espectro Autístico (TEA), Síndromes genéticas como Síndrome de Down, Síndrome de Prader_Willi, etc.

 

Principais características da apraxia de fala em crianças

  • Pobre repertório de vogais, erros com vogais;
  • Pobre repertório de consoantes, incluindo as consideradas mais visíveis, como P e M;
  • Os erros e dificuldades crescem de acordo com o aumento da quantidade de sílabas das palavras;
  • Dependendo do grau de severidade, a criança pode produzir o som, sílaba ou palavra-alvo em um contexto, mas é incapaz de produzir novamente com precisão em um contexto diferente;
  • Mais dificuldade nas tarefas que precisam de controle voluntário, em comparação com as realizadas de forma automática;
  • Dificuldade para alternar com precisão a repetição das mesmas sequencias, como pa/pa/pa ou de sequências múltiplas, como pa/ta/ka;
  • Presença de fala acelerada ou monótona, instável, erros de acentuação, déficit na duração dos sons e pausas entre as sílabas;
  • Em algum momento, podem demonstrar “procura” ou “esforço” para realizar posições articulatórias;
  • Podem também apresentar dificuldades na sequência de movimentos orais voluntários (apraxia oral);
  • A criança demonstra que fica “perdida”, não sabe como movimentar a boca. Ela tenta falar, mas não consegue;
  • Os pais percebem uma discrepância entre a compreensão e a produção de fala (a criança pode compreender bem, mas não consegue produzir a fala).

 

Princípios para o plano da terapia fonoaudiológica

Um aspecto fundamental da intervenção, é que a terapia seja motivadora para a criança!

Deve ser divertida e agradável, além de cuidadosamente planejada, para não cobrarmos algo que a criança não está apta a realizar ainda e seguir princípios de aprendizagem motora.

A participação da família no processo terapêutico também é fundamental. Um aspecto na intervenção é o aprendizado motor e, para isso, o treino em casa é muito importante para que haja a memorização do plano motor e consequentemente a automatização da fala.

Considerando que a criança passa a maior parte do seu tempo com os pais, as oportunidades para a prática são multiplicadas quando os pais encorajam e participam do treino em casa. Os pais também poderão auxiliar o fonoaudiólogo, compartilhando informações quanto à personalidade e preferências da crianças, tais informações poderão ser utilizadas como motivadores terapêuticos.

 

Como a família pode ajudar a criança?

  • Entenda e acolha a dificuldade da criança, é essencial que ela sinta esse apoio. Ela realmente tem um problema, não é preguiça;
  • A criança com apraxia apresenta uma desorganização. Por isso, cuido do ambiente familiar, organize os brinquedos, estabeleça rotinas, limites e regras em casa. Controle a ansiedade! Não obrigue ou pressione a criança para falar;
  • Lembre-se sempre: você quer que a criança tenha atenção aos movimentos da fala e que tente imitá-los. Tente identificar a fala, sem perder a naturalidade. Falar rápido ou demais, usando frases longas não ajuda;
  • Pegue objetos/brinquedos que a criança goste e ao nomeá-los, segure-os próximos a sua boca. Essa estratégia faz com que a criança direcione o olhar aos movimentos da boca;
  • Pistas visuais (movimentação da boca, língua, mandíbula) auxiliam a criança a planejar seus movimentos de fala. Converse e mostre para ela como a boca se movimenta.
  • Busque formar de comunicação complementar e/ou alternativa enquanto a criança esta aprendendo a falar claramente, pois ela precisa de expressar de alguma forma. Lembrando que esses meios não inibirão o desenvolvimento da fala da criança!

 

 

Fonte

Abrapraxia

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Erros Comuns na Alfabetização de Crianças Autistas

Se você tem uma criança pequena com Transtorno do Espectro do Autismo (TEA), você pode pensar que é muito cedo para começar a praticar as habilidades de leitura e escrita. Mas esse não é o caso. Na verdade, nunca é cedo demais para começar a pensar na alfabetização das crianças!

Crianças com TEA nem sempre desenvolvem habilidades de leitura e escrita na mesma ordem ou ao mesmo tempo que crianças com desenvolvimento típico. Algumas crianças com TEA conhecem as letras do alfabeto muito cedo, entretanto, elas podem não ter outras habilidades da alfabetização, como entender o porquê de as pessoas escreverem e lerem ou compreender as ações e intenções dos personagens em uma história. Apenas 5 a 10% das crianças com TEA podem ler as palavras melhor do que entendem o texto (às vezes chamado de hiperlexia), mas a grande maioria delas tem dificuldades com ler as palavras e entender o que o texto quer dizer.

Há alguns erros comuns quando se trata de ajudar essas crianças com TEA na alfabetização. Você pode encontrar alguns desses erros abaixo e dicas para contorna-los e melhorar o desenvolvimento das habilidades de leitura e escrita dos pequenos!

 

  • Erro número 1 – Você não deve trabalhar a alfabetização da criança antes que ela comece a falar
  • Não hesitamos em promover a linguagem, brincadeiras e habilidades sociais, mas há um equívoco comum de que crianças com TEA precisam começar a falar antes de serem alfabetizadas. Na verdade, os pais devem evitar esse tipo de pensamento e entender que, em muitos casos, promover as habilidades de alfabetização o quanto antes pode ajudar na melhora da comunicação da criança.

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  • Erro número 2 – Aprender o nome das letras é a habilidade mais importante de alfabetização que você pode ensinar para uma criança com TEA.
  • Existem muitas habilidades iniciais de alfabetização que são essenciais para as crianças desenvolverem mais tarde a leitura e escrita, incluindo:

      -Conversação (falar e entender)

      -Vocabulário

      -Interpretação de texto

      -Caligrafia

      -Consciência fonológica (entender que as palavras podem ser divididas em sílabas e sons, além de entender que as letras “fazem” sons)

    Quando as crianças iniciam a pré-escola, há ênfase no aprendizado de nomes e sons de letras. Isso ocorre porque as crianças geralmente começam a desenvolver muitas das habilidades iniciais de alfabetização listadas acima quando começam a escola. Entretanto, para a maioria das crianças com TEA, aprender o nome das letras é bem fácil, então o foco dessas crianças deve se concentrar em desenvolver outras habilidades de alfabetização, como entender as histórias ou caligrafia.

     

  • Erro número 3 – A melhor maneira de ajudar a criança na alfabetização é sentando com ela e fazendo exercícios
  • É importante saber que esse trabalho de alfabetização deve ser feito de uma forma natural, durante as atividades do dia-a-dia. Dessa forma, a criança vai entender melhor sobre o propósito de ler e escrever (um conceito que pode ser desafiador para muitas crianças com TEA).

    Você pode melhorar o desenvolvimento da leitura e escrita na rotina da criança de diversas formas, como:

      -Direcionar a atenção da criança para tudo que possa ser lido ao redor dela, como cartazes, caixas de brinquedos, embalagens, cartões, etc;

      -Colocar uma etiqueta nos principais itens do cotidiano da criança, como por exemplo uma etiqueta escrita “tênis” na sapateira;

      -Criar um jogo americano com o nome de cada familiar para o almoço de domingo;

      -Incentivar a criança a assinar seu nome nos desenhos que ela fizer;

      -Escrever cartões para datas especiais;

      -Deixar papel e lápis disponível sempre para que os pequenos possam rabiscar e escrever;

     

    Erro número 4 – As crianças com TEA devem ser desencorajadas a lerem livros “não tradicionais” e devem se concentrar em livros de histórias                   

    Muitas crianças com TEA gostam de ler livros ou revistas relacionadas a seus interesses especiais, como livros de não-ficção sobre dinossauros, revistas de automóveis ou mapas de metrô. Elas não devem ser desencorajadas a ler esse material, pois isso as motiva a interagir com a palavra impressa. Portanto, não tenha medo de compartilhar uma variedade de material de leitura com seu filho. Siga o exemplo do seu filho e converse sobre qualquer material de leitura que lhe interesse.

    Se seu filho gosta de livros de histórias, incentive isso escolhendo livros de histórias que tenham:

      -Fotos simples;

      -Uma história previsível com uma sequência lógica de eventos;

      -Eventos que podem estar relacionados às experiências cotidianas de seu filho.

    Você não precisa ler o livro exatamente como está escrito. Você pode tornar as histórias mais fáceis de entender e mais interativas:

      -Usando frases mais curtas;

      -Não lendo as palavras do livro, contando a história de uma maneira mais simples;

      -Apontando para as fotos enquanto você lê;

      -Usando sua voz e rosto para adicionar interesse e significado·

      -Faça uma pausa e espere durante a história para permitir que seu filho participe de sua própria maneira (apontando, vocalizando, olhando para você ou dizendo algo sobre a história).

    Para crianças que entendem e usam frases, você pode:

      -Encenar a história junto com adereços como bonecos ou figuras. Ajude a criança a contar a história, garantindo que ela inclua um começo, meio e fim claros.

      -Faça perguntas e faça comentários quando lerem juntos para ajudar seu filho a pensar além das páginas do livro. Você pode perguntar sobre o que pode acontecer a seguir na história ou como o personagem pode estar se sentindo.

     

    Você não precisa esperar até que a criança comece a estudar para promover as habilidades iniciais de alfabetização – quanto mais cedo você começar, melhor!

    Ao apontar palavras impressas na sua vida cotidiana, incluindo a criança em rotinas que envolvem a escrita (como fazer uma lista de compras) e compartilhar material de leitura motivador com os pequenos, você estimulará o amor pelos livros e o interesse pela escrita que pavimentará o caminho do seu filho para ler e escrever.

     

     

     

    Dificuldade de Aprendizagem: O que os pais precisam saber?

    As crianças vão aprender diversas coisas ao longo da vida, como ouvir, falar, ler, escrever e matemática. Algumas habilidades podem ser mais difíceis de aprender do que outras. Se um dos seus filhos está se esforçando ao máximo para aprender certa habilidade, mas não consegue acompanhar os colegas, é muito importante entender o motivo. A criança pode ter Dificuldade de Aprendizagem e quanto mais cedo se descobre isso, mais cedo ela poderá obter ajuda.

    Reunimos algumas informações da Academia Americana de Pediatria sobre o assunto para ajudar você a entender melhor sobre a Dificuldade de Aprendizagem.

     

    O que é Dificuldade  de Aprendizagem?

    Dificuldade de Aprendizagem é um termo utilizado para descrever uma série de problemas de aprendizado relacionados à maneira que o cérebro absorve, usa, armazena e envia informações. Cerca de 15% das crianças possuem essa condição e elas podem ter dificuldade com uma ou mais das seguintes habilidades: leitura, escrita, audição, fala, raciocínio e matemática. O tipo mais comum, é a dificuldade para ler.

    Considera-se que uma criança não tem Dificuldade de Aprendizagem se as complicações se devem à outras causas, como TDAH, deficiência intelectual ou um problema de visão, audição ou motor. É importante entender que algumas crianças podem ter a Dificuldade de Aprendizagem e outras condições que podem afetar a assimilação das habilidades ou até mesmo mais de um tipo de Dificuldade de Aprendizagem.

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    O que causa a Dificuldade de Aprendizagem?

    Há diversas causas possíveis e muitas vezes elas não são conhecidas. A grande maioria dos casos, são de crianças que tem pais ou parentes que apresentam as mesmas dificuldades.

    Outros fatores de risco incluem peso baixo e prematuridade no nascimento ou algum tipo de lesão ou doença durante a infância, como bater a cabeça muito forte, envenenamento por chumbo, meningite, etc.

     

    Como saber se a criança tem Dificuldade de Aprendizagem?

    Notar essas dificuldades nem sempre é tão fácil. Entretanto, há diversos sinais que podem indicar que a criança precisa de ajuda, mas lembre-se que cada criança se desenvolve e aprende no seu tempo.

    Informe seu pediatra se notar alguns dos sinais abaixo, de acordo com a faixa etária:

    Crianças em idade pré-escolar podem ter:

    • Demora para desenvolver a linguagem. Por volta dos 2 anos e meio, a criança deve conseguir falar frases ou sentenças curtas;
    • Problemas com fala. Aos 3 anos, a criança deve conseguir falar bem o suficiente para que os adultos consigam entender a maior parte com facilidade;
    • Dificuldade para aprender cores, formas, letras e números;
    • Dificuldade para rimar palavras;
    • Problemas com coordenação motora. Por volta dos 5, a criança deve conseguir abotoar as roupas, usar uma tesoura para recortar formas de papel e pular, além de conseguir copiar o desenho de um círculo, quadrado e triangulo.
    • Não consegue manter atenção. Entre os 3 e 5 anos, a criança deve conseguir ficar sentada e ouvir uma história curta. Conforme ela for ficando mais velha, ela deve aumentar proporcionalmente o tempo de atenção dela.

    Crianças em idade escolar podem apresentar dificuldades em:

    • Seguir instruções;
    • Manter organização em casa;
    • Entender orientações verbais;
    • Aprender fatos e lembrar de informações;
    • Ler, soletrar e falar palavras;
    • Escrever claramente (talvez com uma letra não tão bonita);
    • Fazer cálculos matemáticos;
    • Focar e terminar as lições de casa;
    • Explicar informações claramente, seja verbal ou por escrito.

     

    Quais são os tipos comuns de Dificuldade de Aprendizagem?

    Separamos abaixo os tipos mais comuns que atingem as crianças para você poder identificar com mais facilidade. Lembre-se que nem toda criança com Dificuldade de Aprendizagem se encaixam exatamente em um dos tipos.

    Em todos os casos, observe cuidadosamente e converse com o pediatra antes de tomas alguma atitude.

    Transtorno de Leitura

    Também conhecido como dislexia, as crianças com transtorno de leitura podem apresentar dificuldades com:

    • Lembrar dos nomes das letras e dos fonemas delas;
    • Entender que as palavras são compostas por sons e que as letras representam esses sons;
    • Falar as palavras corretamente e na velocidade certa;
    • Soletrar palavras corretamente;
    • Compreender o que leram.

    Transtorno de Escrita

    As crianças com transtorno de escrita podem apresentar dificuldades com:

    • Usar uma caneta ou lápis;
    • Lembrar como as letras são formadas;
    • Desenhar formas e linhas ou espaçamento entre desenhos;
    • Organizar e escrever seus pensamentos, sentimentos e ideias no papel;
    • Soletrar e pontuar corretamente.

    Dificuldade Matemática

    As crianças com dificuldade matemática podem apresentar problemas com:

    • Reconhecer e desenhar formas;
    • Conceitos matemáticos, como valor dos números, quantidades e ordenação;
    • Entender o tempo, dinheiro e medidas;
    • Frações, porcentagem, geometria e álgebra.

    Dificuldades com linguagem não verbal

    As crianças com dificuldade para a linguagem não verbal podem apresentar problemas com:

    • Copiar desenhos e entender formar tridimensionais;
    • Entender conceitos abstratos;
    • Habilidades sociais e linguagem corporal;
    • Coordenação motora;

    Atraso na fala e linguagem

    As crianças com atraso na fala e linguagem podem apresentar dificuldades com:

    • Ler e escrever;
    • Problemas matemáticos;
    • Seguir instruções;
    • Responder questões;

    TDAH (Transtorno de Déficit de Atenção com Hiperatividade)

    As crianças com TDAH podem apresentar dificuldades com:

    • Focar e prestar atenção;
    • Lembrar de informações;
    • Realizar atividades escolares.

     

    Existe uma cura?

    Não existe uma cura propriamente dita para a Dificuldade de Aprendizagem, mas há diversas maneiras de contornar a situação e fazer com que a criança tenha uma vida normal.

    Seja cuidadoso com as pessoas ou grupos que alegam ter uma solução rápida para isso. Eles podem oferecer exercícios para os olhos, dietas especiais, vitaminas ou suplementos, porém não há nenhuma evidencia científica de que esses tratamentos funcionam. Na dúvida, procure o pediatra ou profissional infantil e órgãos de confiança.

     

    Quem pode ajudar?

    Se você está preocupado com problemas da criança em aprender, converse com o pediatra ou professor dela. Esses profissionais podem realizar testes para descobrir se realmente há alguma condição. É possível também procurar um pediatra especialista em algumas áreas, como deficiências no neurodesenvolvimento, desenvolvimento e comportamento ou neurologia infantil.

    A maioria das crianças com problemas para aprendizado conseguem alcançar seus objetivos desenvolvendo maneiras diferentes de aprender. Existem algumas escolas especializadas nessa educação especial que geralmente possuem professores especializados, testes sem limite de tempo ou algumas mudanças na classe para maximizar o aprendizado da criança.

    Uma forma de garantir que seu filho está sendo ajudada, é criar um plano em conjunto com os professores e pediatra, que descreva claramente tudo que ela precisa. Esse plano é chamado de Programa de Educação Individualizada e depois que ele estiver em vigor, deverá ser revisado regularmente para garantir que as necessidades da criança sejam atendidas.

     

    Maneiras de você ajudar a criança

    • Foque nas forças. Todas as crianças possuem talentos especiais assim como dificuldades. Encontre as forças da criança e ajude elas a aprender utilizando-as. Seu filho pode ser bom em matemática, música, esportes, artes ou até mesmo cuidados com animais, então aproveite isso e se certifique de motivar e elogiar sempre que acertar ou concluir uma tarefa.
    • Desenvolva habilidades sociais e emocionais. As Dificuldades de Aprendizagem combinadas com os desafios do crescimento podem fazer com que a criança se sinta triste, irritada ou reclusa. Ajude ela dando amor e apoio, reconhecendo que o aprendizado é difícil pois cada um aprende de uma maneira diferente. Procure atividades que foquem no trabalho em equipe e diversão, elas devem ajudar a construir a autoconfiança.
    • Planeje o futuro. Muitos pais de crianças com Dificuldade de Aprendizagem se preocupam com o futuro dos seus filhos. Lembre a criança de que essa dificuldade não está relacionada ao quão inteligente ela é, na realidade, muitas crianças com essa condição são brilhantes e se tornam adultos de sucesso. Você pode ajuda-la a planejar esse futuro encorajando ela a considerar suas forças e interesses quando forem escolher a carreira.

     

    Lembre-se

    As crianças com Dificuldade de Aprendizagem podem sim aprender e se tornarem pessoas de sucesso desde que elas recebam ajuda e suporte corretamente. Quanto mais cedo você souber da dificuldade, mais cedo você pode procurar por ajuda. Caso tenha qualquer dúvida, converse com o pediatra.

     

     

     

    Fonte

    <a href=”https://www.freepik.com/free-photos-vectors/school”>School photo created by jcomp – www.freepik.com</a>Créditos de imagem

    Melhores Ferramentas e Aplicativos para Auxiliar na Educação Infantil

    Que as crianças são fascinadas por smartphones e tablets, todo mundo já sabe! Então uma dica valiosa é aproveitar esse interesse utilizando ferramentas e aplicativos para auxiliar na educação infantil delas e fazer com que elas aprendam ainda mais.

    Hoje em dia, existem várias ferramentas e aplicativos que tornam o aprendizado de letras e números divertido. Esses apps são desenvolvidos para atender as necessidades dos pequenos, estimulando diversas habilidades essenciais para o desenvolvimento saudável.

    E para ajudar ainda mais os pais e educadores, selecionamos as melhores ferramentas e aplicativos para auxiliar na educação infantil, confira abaixo.

     

    Ferramentas para educadores

    Canva

    Canva reviews, prijzen en scores | GetApp Nederland 2020

    E uma ferramenta online e gratuita de criação de conteúdos gráficos, lembrando um pouco o Photoshop, só que muito mais simples de utilizar.

    Com ela você pode criar atividades, infográficos, desenhos para colorir e muito mais!

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    Conteúdos Relevantes

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    Sway

    Baixar Sway - Microsoft Store pt-BR

    Uma ferramenta digital da Microsoft que permite a criação de apresentações para a web de maneira rápida e prática. Ideal para preparar uma aula para as crianças a partir do ensino fundamental.

    O conteúdo do Sway é preparado para se adaptar a dispositivos variados, especialmente smartphones e tablets. Disponibiliza temas que se aplicam ao texto automaticamente, permite o compartilhamento e colaboração através do link e sincroniza tudo em nuvem.

     

    Quizlet

    Ferramenta gratuita cria plano de estudos personalizado | Guia do ...

    O Quizlet é um aplicativo gratuito que permite que professores criem listas de estudo que completam os conteúdos da sala de aula.

    É possível ainda criar jogos para os alunos com o conteúdo das listas, analisar o progresso e ainda possibilitar a revisão do conteúdo a qualquer momento!

     

    Active Presenter

    Com essa ferramenta, você pode fazer a captura ou gravação da sua tela e usá-la para criar vídeos ou apresentações. Ele mostra toda a sua atividade na tela, vídeo sendo gravado, som, imagem e texto em apenas alguns minutos.

    Com isso você pode demonstrar alguma atividade para as crianças ou um material para a aula.

     

    Aplicativos

    Fofuuu

    app-educacao-infantil

    O aplicativo Fofuuu possui diversos jogos e atividades divertidas que trabalham habilidades essenciais para as crianças, como articulação da fala, coordenação motora fina, cognição, processamento auditivo, alfabetização e muitas mais.

    O legal do aplicativo, é que você pode personalizar a dificuldade de acordo com cada criança, além de ter sido desenvolvido para atender também crianças com autismo ou síndrome de down.

    Unindo as metodologias mais recentes da Neurociência às atividades terapêuticas da fonoaudiologia, psicologia comportamental e terapia ocupacional, a Fofuuu ajuda as crianças a se desenvolverem de uma forma divertida e lúdica.

     

    Inventeca

    Inventeca – bug404

    O app traz dois livros ilustrados e animados sem textos. A partir deles, a criança pode criar uma história, gravando o áudio de acordo com cada página. No final, consegue salvar o arquivo com o nome da história narrada, para ouvir quando quiser ou até mesmo compartilhar.

    Além de favorecer a imaginação e a criatividade, o Inventeca reproduz a experiência de leitura de imagens. Os adultos também podem deixar histórias narradas prontas para serem ouvidas quando não estiverem presentes.

     

    Fun English With Doki

    Discovery Kids lança aplicativo de ensino de inglês Fun English ...

    Fun English with Doki é um aplicativo do Discovery Kids que ajuda as crianças de até 6 anos a aprender inglês de forma intuitiva e muito divertida. Os personagens do canal Doki, Fico, Oto, Anabella, Mundi e Gabi são protagonistas de jogos.

    Permite que as crianças tomem contato com mais de 200 palavras e expressões em inglês, através de jogos interativos que ensinam a compreensão oral e escrita, gramática, conversação e ortografia.

     

    Matemática para Crianças

    app-educacao-infantil

    Um aplicativo ótimo para introduzir a matemática para crianças menores, que vai levá-los ao mundo dos números de forma divertida e alegre!

    Com jogos educativos, ensina os pequenos a conhecer os números, fazer contas de somar e subtrair entre outras atividades. O app conta com 4 tipos de jogos didáticos diferentes, onde cada jogo matemático tem 3 níveis de dificuldade.

    Como melhorar a participação dos pais na terapia?

    Diversos estudos mostram que a participação dos pais na terapia das crianças é fundamental para que a evolução dela aconteça de forma mais efetiva e rápida, além disso, é muito importante que os pais observem a criança para poder informar o terapeuta sobre determinados comportamentos do dia-a-dia que não podem ser observados durante as consultas.

    Com a rotina dos pais cada vez mais agitada, esse envolvimento tem se tornado um desafio cada vez maior para os profissionais, exigindo cada vez mais criatividade e flexibilidade para que essa participação dos pais na terapia seja constante e ativa.

    Felizmente, existem algumas maneiras de melhorar essa participação e planejar a terapia de uma maneira que ela aconteça mais naturalmente e reunimos algumas dessas dicas para você!

     

    Eduque os pais sobre a terapia

    O primeiro passo importante é ensinar sobre a importância da participação dos pais na terapia. Eles nem sempre entendem, pensam que a terapia é um processo apenas entre a criança e o profissional, e, claramente, esse não é o caso.

    Se o terapeuta passa 30 ou 45 minutos por semana com a criança, os pais estão com ela o restante do tempo, então é importante que qualquer atividade que esteja sendo feita na terapia continue sendo realizada em casa.

    É importante ensinar os pais sobre as técnicas e estratégias trabalhadas na terapia e ajudar eles a entenderem de onde ou porque determinados comportamentos da criança estão acontecendo.

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    Empodere e transforme os pais em parceiros

    É essencial deixar claro para os pais que nem sempre eles vão conseguir controlar o comportamento das crianças, mas eles podem sempre controlar a própria reação. Sempre pergunte para eles como responderiam a determinado comportamento da criança, seja ansiedade, problemas de comportamento, impulsividade ou qualquer outra dificuldade que a criança esteja tendo.

    Muitas vezes, isso ajuda a entender melhor a relação dos pais com a criança e, com algumas dicas sobre como lidar com esses comportamentos, você pode notar uma mudança grande.

    Além disso, especialmente nas primeiras sessões, faça perguntas sobre o dia-a-dia da criança e explique para os pais sobre como determinados comportamentos podem indicar a evolução ou algum problema, assim eles provavelmente prestarão mais atenção em todas as atitudes da criança e poderão enriquecer a terapia.

     

    Estruture as sessões de terapia

    Reserve um tempo da sua sessão para falar apenas com os pais. Se ela tiver 45 minutos, reserve pelo menos 15 para isso. Fazer isso realmente incorpora os pais no processo, é indispensável.

    Faça com que saibam que os profissionais gostam do envolvimento deles e isso é extremamente fundamental para o processo. Diga que se eles quiserem ver alguma mudança, precisam participar ativamente das atividades, além de irem em todas as sessões para terem esses 15 minutos de conversa com o terapeuta.

     

    Seja flexível

    Quando as crianças tem por volta dos seus 3 ou 4 anos, é mais natural que os pais participem mais ativamente durante as sessões, mas conforme elas vão crescendo, às vezes algumas delas podem se sentir um pouco desconfortáveis com os pais presentes durante a sessão.

    Há também alguns casos em que os pais realmente não podem participar de todas as sessões semanalmente por conta de algum compromisso ou impedimento.

    O ideal nessas situações é flexibilizar essa conversa semanal com os pais e tentar fazê-la de outras maneiras, como telefonando, por exemplo. Só não deixe de fazer!

     

    Definir expectativas

    É imprescindível. Diversos profissionais iniciam o relacionamento terapêutico com a família supondo que eles trabalharão individualmente com a criança e, em seguida, encontram muita dificuldade, pois a família não dedica o tempo necessário. É difícil voltar atrás e consertar isso, porque a estrutura da terapia já foi configurada desse jeito.

    Então o ideal é sempre conversar com os pais sobre o formato das sessões(dizendo que toda semana vocês irão conversar no final) e se certificar de que eles estarão disponíveis, além de falar sobre a importância dessa participação, assim você pode planejar melhor a evolução da criança e o tratamento em si será melhor e mais eficaz para todos.

    Melhores Ferramentas Grátis Para Telemedicina

    Reunimos dicas com as melhores ferramentas para telemedicina e como utilizá-las!

    Estamos vivendo um momento único por conta do coronavírus: escolas, creches, comércios e restaurantes fechando e empresas tendo que se adaptar ao home office.

    Apesar do isolamento, é extremamente importante dar continuidade à terapia das crianças, além de incentivar o desenvolvimento em casa com atividades lúdicas e artísticas.

    Com toda essa situação, o Conselho Federal de Psicologia e o Conselho Federal de Fonoaudiologia liberaram para que as terapias sejam feitas on-line, com o objetivo de não propagar o vírus e também não deixar os pacientes no momento em que mais precisam.

    Para ajudar você a enfrentar essa nova realidade passageira, criamos um tutorial das melhores ferramentas para telemedicina gratuitas para realização da videoconferência com qualidade.

     

    Hangouts

    hangouts

    O Hangouts é uma ferramenta totalmente gratuita do Google, muito eficiente e simples de usar, mas conta com poucos recursos extras.

    Muita gente pensa que só é possível utilizar ele no celular, porém a versão para computadores funciona igualmente bem, inclusive para a função de fazer chamadas telefônicas, que utiliza o seu Wi-fi ou rede móvel.

    Outra vantagem é que as videoconferências são sincronizadas automaticamente em todos os dispositivos, ou seja, se você iniciar no seu computador, poderá retomar em outro dispositivo, como o celular.

    1. Para utilizar é necessário que você tenha uma conta no Google. Caso não tenha, só se cadastrar em https://myaccount.google.com.
    2.  Depois só acessar o https://hangouts.google.com/ e, na hora da consulta, selecionar a opção “Videochamada”. Uma nova tela abrirá, e é necessário que você permita que a ferramenta utilize sua webcam e microfone (somente na primeira vez).
    3. Feito isso, só adicionar o e-mail dos pais no local indicado para convidá-los para a videochamada ou então enviar o link para eles acessarem.

     

    Zoom

    telemedicina-zoom

    O Zoom é uma excelente opção com diversas funções. É possível realizar um número ilimitado de reuniões simples (com duas pessoas) na versão gratuita, além de contar também com um app. O único problema, é que é um pouco mais complicado de usar.

    Ela armazena as gravações das reuniões na nuvem e ainda podem ser enviadas automaticamente para seu e-mail. Você também pode utilizar para enviar mensagens através do chat e para fazer compartilhamento de tela, assim a criança pode acompanhar os exercícios com mais facilidade.

    Outra função interessante, é que é possível adicionar uma extensão no Google Calendar ou Outlook e já adicionar os links das reuniões nos invites que são criados direto na sua agenda!

    1. Primeiramente, acesse o site https://zoom.us/  e registre-se;
    2. É necessário instalar o programa da Zoom para conseguir realizar as videoconferências, a instalação é feita automaticamente na primeira chamada que você realizar.
    3. Para agendar uma reunião, acesse o menu “Reuniões” e depois em “Agendar Nova Reunião”. Uma página abrirá onde você pode preencher os detalhes da consulta, como dia/horário, duração e até mesmo uma senha para autorizar o acesso. Depois de preencher tudo, só clicar em “Salvar” e envie o ID da reunião para os pais da criança.
    4. Peça para os pais acessarem e se cadastrarem na plataforma. No mesmo menu “Reuniões” ou abrindo o programa, só eles clicarem em “Entrar em uma Reunião”, informar o ID e pronto!

     

    Skype

    skype

    O Skype já é um velho conhecido de muitos. É produzido pela Microsoft e consegue atender bem as necessidades de um terapeuta, porém tem uma conexão um pouco mais instável.

    É uma ferramenta totalmente gratuita, onde é possível gravar as videochamadas, inserir legendas ao vivo e compartilhar a tela, além de também fazer chamadas telefônicas, mas nesse caso é necessário criar um número Skype e fazer os pagamentos delas à parte.

    1. Se ele já não vier instalado de fábrica no seu computador, faça o download do programa no site https://www.skype.com/pt-br/, clicando no botão em destaque “Baixar o Skype”.
    2. Depois de instalado, abra o programa e faça o login utilizando sua conta Microsoft(caso não tenha, só selecionar para criar uma). Ele vai solicitar que você faça um teste de áudio e vídeo, estando tudo ok, só clicar em “Continuar”.
    3. Adicione os pais das crianças nos seus contatos buscando pelo e-mail ou nome de usuário deles. Feito isso, na hora da consulta, selecione o contato no menu esquerdo e depois clique no ícone de “Chamada de Vídeo” no canto superior direito. Só os pais aceitarem e voilá!

     

    Aplicativos Fofuuu

    telemedicina-fofuuu

    Outras ferramentas para telemedicina que você também pode utilizar são os aplicativos Fofuuu* e Fofuuu Fono, indicados para enriquecer ainda mais a terapia e fazer com que as crianças continuem se desenvolvendo e aprendendo em casa, com auxílio dos pais.

    A Fofuuu é a primeira empresa de desenvolvimento infantil que utiliza Neurociência, Fonoaudiologia, Psicologia e Terapia Ocupacional aliados à tecnologia, para criar jogos interativos que estimulam a linguagem e cognição das crianças.

    A Fofuuu torna o desenvolvimento infantil acessível e divertido para todos!

    *Aplicativo disponível somente para Android